Sindvel vai apresentar “pacote” para construtoras

Tal qual uma montadora de veículos, a indústria da construção civil também pode se beneficiar do sistema just in time, em que as peças chegam prontas para instalação, garantindo padrão de qualidade, reduzindo custos e tempo de produção. Essa a proposta que o Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel) vai apresentar a partir das 9 horas de hoje às principais construtoras do Estado, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte.

Segundo o presidente do Sindvel, Roberto Souza Pinto, serão apresentados aos empresários da construção itens diversos como cercas elétricas, sistemas de circuitos fechados de TV, alarmes, portarias eletrônicas, capeamento de rede, além do chicote elétrico para residências, tudo dentro de “um novo conceito, em que as construtoras podem comprar peças, que serão entregues no próprio canteiro de obras”, explica.

São todos produtos do Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do Estado, que é referência mundial na produção de artigos de eletrônica, telecomunicações e informática. “Das 150 fábricas do Vale, mais de 30 produzem para o setor da construção civil”, justifica Roberto Pinto, lembrando que essa proximidade entre o setor produtivo de tecnologia e o de construção é de interesse não apenas dos setores envolvidos, mas de toda a economia do Estado.

E é por isso, explica, que o evento conta com apoio não apenas da Fiemg, mas também da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab Minas) e de entidades como Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado em Minas Gerais (Sinduscon) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Minas). “Só de sistemas de alarme serão mais de 20 itens; e de câmaras de vigilância, são mais de 30, de todos os tamanhos, coloridas ou em preto e branco, e até em infravermelho”, anuncia.

Chicote – Outro produto que se destaca é o chicote elétrico residencial. Lançado em meados de 2011 pela empresa Condupar Minas Condutores Elétricos, “que já não opera no Vale”, atualmente tem sido fabricado pela L M Montagens e Serviços. Trata-se de um kit formado por tomadas, fios, interruptores e disjuntores, que já sai da fábrica em caixas padronizadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), pronto para ser instalado nos imóveis.

“Além do padrão de qualidade, esse produto assegura às construtoras ganho de velocidade, redução da mão de obra, e de custos, podendo chegar a 30%”, explica Roberto Pinto. Segundo ele, com o chicote elétrico é possível administrar toda a logística da instalação elétrica com apenas uma ou duas pessoas, enquanto na instalação convencional, via aquisição de equipamentos e peças em separado, pode-se demandar até 30 trabalhadores.

Isto porque, segundo o dirigente, ao adquirir o kit, o empresário reúne, num único momento, as etapas de compras, recebimento, distribuição, cortes de fio, passagem de guias, entre outras, incluindo a do transporte de diferentes itens. “Sem contar que elimina o risco de desvio ou roubo de material”, ressalta. Como benefício adicional, o produto garante também redução no tempo de instalação. Pois, dependendo do projeto, pode demandar menos de uma hora.

Segundo o dirigente, a produção do chicote elétrico é feita por “projeto customizado”. Assim, se uma construtora precisar de produto específico para imóvel do “Minha casa, minha vida”, por exemplo, a L M Montagens e Serviços o desenvolverá segundo o projeto apresentado. “O mesmo para um imóvel de 100 apartamentos. Depois de pronto, a empresa homologa um chicote junto à construtora e faz a produção dos outros 99, já padronizada”, explica.

André Rocha – www.diariodocomercio.com.br