Empresas compartilham visão de mercado

Com a expectativa de retomada do crescimento da economia nacional, mesmo que tímido, para este ano, as empresas do polo de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, estão se articulando para a obtenção de resultados com base em uma visão compartilhada de mercado.

Em outras palavras, elas funcionam como um cluster, termo que em tradução livre significa “agrupamento” e foi adaptado no Brasil como arranjo produtivo local (APL).
“O País deve deixar de regredir e começar a melhorar. E, caso o Brasil se transforme um grande mercado consumidor, estamos estruturados para atender ao País. Quando uma empresa assina um grande contrato, isso reflete em várias outras do Vale da Eletrônica”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto.
Para se ter uma ideia, Souza Pinto explicou que, na prática isso funciona de maneira que cada item fabricado por uma indústria do Vale da Eletrônica envolve a mão de obra e produto de outras 15 empresas, em média.
Câmbio – Mesmo com 40% do custo dos produtos atrelados ao dólar, uma vez que os componentes são importados, o presidente do Sindvel explicou que a oscilação do câmbio não é um problema tão grave para o polo de Santa Rita do Sapucaí. Segundo ele, as empresas conseguem equilibrar os picos, para cima ou para baixo, da moeda norte-americana controlando os estoques de componentes.
Conforme o presidente do Sindvel, o APL local e a Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí estão pleiteando junto ao governo estadual e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) a homologação de um parque tecnológico aberto no município. O ambiente reunirá em um mesmo lugar academia, setor produtivo e órgãos governamentais.
Fonte: Diário do Comércio