Empresários de MG conquistam espaço em feiras chinesas

Antes mesmo de ser concluída, na sexta-feira (18), a Missão Empresarial e Institucional de empresários mineiros à China e a Hong Kong – iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por meio do Escritório de Prioridades Estratégicas (EPE), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) –, com o objetivo de atrair investimentos e promover as exportações, já contabiliza seus primeiros resultados no oriente. A Fiemg divulga que, a partir de contatos realizados no China Council for the Promotion of International Trade (CCPIT), empresários mineiros vão retornar à Ásia em maio de 2017 para intercâmbios comerciais.

Em reunião com o presidente da Fiemg, Olavo Machado, a CCPIT (congênere da Agência de Promoção Comercial – Apex) cedeu um espaço físico na China Import Expo. “Serão duas ações com foco na exportação durante as feiras Sial China, em Xangai, e a China Import China, em Kunshan, Jiangsu”, informa a gerente do Centro Internacional de Negócios do Escritório de Prioridades Estratégicas da Fiemg (CIN/EPE), Rebecca Macedo.

As trocas comerciais entre China e Brasil chegam a cerca de US$ 6,6 bilhões, com exportações de Minas Gerais de US$ 5,2 bilhões e importações de US$ 1,4 bilhões. Atualmente, as exportações de Minas para a China já representam aproximadamente 15% de tudo que o Brasil exporta para o país. De todas as vendas, o predomínio é do minério de ferro – com 75% -, seguido por alimentos, com 14%, e produtos metalúrgicos, 6%.

Nos últimos 15 anos, o comércio exterior entre Brasil e China aumentou 29 vezes, saltando de US$ 2,3 bilhões para US$ 66 bilhões. “Estamos trabalhando – daqui para a frente – para aumentar ainda mais esta corrente de comércio, por meio do incremento das informações sobre nosso potencial de exportação e importação”, salientou o presidente da Fiemg, Olavo Machado, durante reunião na China, nesta semana.

O líder industrial mineiro lembrou que, hoje, o estoque de investimentos chineses no Brasil é da ordem de US$ 10,4 bilhões, com maior concentração nos setores de extração de petróleo e mineração. Na outra mão, os investimentos brasileiros na China preponderam nos segmentos de alimentos, material de transporte, aeronáutica e de refratários.

Energias renováveis – O grupo de Minas cumpriu extensa agenda de compromissos com empresas e autoridades chinesas nas cidades de Xangai, Nanjing, Shenzhen, Hangzhou e Hong Kong, com foco especial nos setores de Alimentos e Bebidas; Eletroeletrônico, Internet das Coisas (IOT) e Energias Renováveis. “As entidades e empresas visitadas têm se mostrado interessadas e abertas em ampliar negócios com o Brasil, especialmente em Minas Gerais”, afirma o presidente da Fiemg.

Na China, foi iniciada uma interlocução com indústrias importadoras do setor de alimentos e bebidas. Uma delas é o Bright Food Group, grupo de indústrias, processadoras e de distribuição de alimentos para os mercados asiáticos, com controle de todo o processo de compra e suprimentos até a venda final ao consumidor, com aproximadamente 500 pontos de venda na China.

Em Jiaxing, cidade-irmã de Contagem, foi discutida a intenção de assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Fiemg e a Federação de Indústria e Comércio do município chinês para o fortalecimento mútuo do comércio e de investimentos nas áreas de eletroeletrônicos e energias renováveis. As autoridades da cidade já haviam estado em Minas Gerais para a assinatura do acordo de irmandade e o encontro na China teve como objetivo dar prosseguimento às conversações iniciadas no ano passado.

Fonte: Diário do Comércio