CIEMG apresenta às empresas recursos não reembolsáveis para inovação

No dia 15/12, o CIEMG reuniu em sua sede cerca de 50 indústrias de diversos segmentos para apresentar os recursos não reembolsáveis para a inovação que a Embrapii, empresa ligadao aos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação, oferece.

“Para inovar, competir e conquistar novos mercados é fundamental apoio técnico e financeiro, especialmente em cenários adversos”, disse Maria Helena Martins de Sá Guedes, superintendente do CIEMG, ao abrir a reunião.

Fábio Stallivieri, da Embrapii, destacou que inovação e competitividade são indissociáveis e cruciais para a sobrevivência dos negócios. “A Embrapii tem foco 100% na demanda empresarial e contribui com até 1/3 de recursos não reembolsáveis para desenvolvimento de projetos, incluindo aí também processos, e reduzindo assim o aporte financeiro para inovação”, explicou. Ele disse também que há casos em que a economia da empresa pode chegar a 2/3 do valor do projeto, com a contrapartida da Embrapii que, dependendo do projeto, pode acrescentar mais 1/3.

Os projetos podem ser desenvolvidos em qualquer das 13 unidades Embrapii preparadas para atender as demandas de indústrias de todos os portes em áreas como tecnologia industrial, de materiais de alto desempenho, polímeros, software e automação, eletrônica embarcada.

A partir de março do próximo ano, a empresa terá outras unidades para atender também projetos voltados para biotecnologia.

Quando se fala em inovação, agilidade é um ponto importante. “Os contratos são fechados em dois meses, em média, e também podem reunir um pool de empresas interessadas no desenvolvimento de um novo produto ou processo, em conjunto, por exemplo”, conta Stallivieri.

A Embrapii fomenta a interação e acompanha o desenvolvimento do projeto que também conta com a gestão administrativa e financeira de instituições de ciência e tecnologia. Essa gestão envolve as áreas jurídica, contábil, de pessoal, prestação de contas, importação e captação, explicou Magali Patrícia Oliveira, da Fundep – Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa.

Um dos participantes da reunião, Jean Pierre Santiago, da 3T Construções, empresa sediada em Mariana, pretende desenvolver via Embrapii projetos embrionários para tratamento de resíduos de minérios, para serem usados especialmente na construção pesada e na composição de material asfáltico. Sua ideia é desenvolver os projetos conjuntamente com a Solocap, empresa de geotecnologia rodoviária, sediada em BH.

Além do financiamento, a interação com a empresa é outro ponto positivo destacado pelo industrial José Eustáquio da Silva, da Analógica Instrumentação e Controle que produz equipamentos para ensaios fisioquímicos de materiais. Seu interesse é para desenvolver projetos voltados para a “internet das coisas”, ou seja, monitoramento de equipamentos domésticos, veículos e até para ordenha mecânica do rebanho leiteiro e também para monitoramento on-line.

Fonte: FIEMG